Tenho gasto boa parte do meu tempo ultimamente fazendo desenhos. Tanto que resolvi voltar pras poesias, mas o problema é que não consigo pensar em outra coisa que não seja... desenho.
No início tive tanta dificuldade pra fazer meus desenhos, mas de repente comecei a me acostumar com esta forma de expressão, tanto que ao olhar pra uma folha em branco eu conseguia imaginar traços....e não mais palavras.
Espero que seja só uma fase. Não gostaria de ter de abandonar este blog.
Parte I
Certa vez eu quis
ver o mundo representado
em aquarela, grafite e giz
Me livrar do tão limitado
mundo literário
com seus 26 símbolos gráficos
vírgulas e travessões
exclamações e interrogações
acentos, pontos finais
e nada mais
Vi no desenho um caminho
quase infinito
de variações de tons e traços
mesmo nos monocromáticos
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30 de abril de 2014
1 de março de 2014
Reflexos
No espelho
eu vejo
reflexos
Simples traços
sob a luz desenhados
sem nexos
Em mim mesmo
eu vejo
dedicação aos versos
como um missionário.
Admiro as estrelas do universo
como um lobo solitário
No céu, tão complexo
eu vejo
como meros reflexos
os pensamentos que tenho
Tão significantes
quanto a pedra atirada ao lago
tão gratificante
quanto um raio de sol num dia nublado
tão fascinante
quanto ver o mesmo
reflexo de antes no espelho
eu vejo
reflexos
Simples traços
sob a luz desenhados
sem nexos
Em mim mesmo
eu vejo
dedicação aos versos
como um missionário.
Admiro as estrelas do universo
como um lobo solitário
No céu, tão complexo
eu vejo
como meros reflexos
os pensamentos que tenho
Tão significantes
quanto a pedra atirada ao lago
tão gratificante
quanto um raio de sol num dia nublado
tão fascinante
quanto ver o mesmo
reflexo de antes no espelho
4 de fevereiro de 2014
Ciência Vã (Parte II)
Vejo sondas irem a Marte
e vejo-me dividido
entre o fascínio pela novidade
e as consquências disso
Será apenas uma pesquisa de solo?
ou planeja o homem vistitá-lo logo?
gastar inimagináveis cifras
pra construir em Marte
o que na Terra existe em toda parte
e é impetuosamente destruída:
A vida
Nos mais secos desertos
ou nas mais frias geleiras,
existem seres vivos dispersos
na Terra inteira.
Se vivendo no mesmo planeta,
nossas diferenças são várias
de política, religião e de crença,
em Marte serão planetárias
E à inventividade humana
e à ganância, não há limites
o mesmo vale porém,
às consequências também
Marte seria para o turismo
e moradia de uma nova elite.
Ou ainda pior que isso:
Talvez a TV Globo decidisse
fazer o BBB 84*
Levando só os pobres indesejados
para serem eliminados
em um planeta desolado.
*Não por mera coincidência, 100 anos após o livro 1984, de George Orwell
e vejo-me dividido
entre o fascínio pela novidade
e as consquências disso
Será apenas uma pesquisa de solo?
ou planeja o homem vistitá-lo logo?
gastar inimagináveis cifras
pra construir em Marte
o que na Terra existe em toda parte
e é impetuosamente destruída:
A vida
Nos mais secos desertos
ou nas mais frias geleiras,
existem seres vivos dispersos
na Terra inteira.
Se vivendo no mesmo planeta,
nossas diferenças são várias
de política, religião e de crença,
em Marte serão planetárias
E à inventividade humana
e à ganância, não há limites
o mesmo vale porém,
às consequências também
Marte seria para o turismo
e moradia de uma nova elite.
Ou ainda pior que isso:
Talvez a TV Globo decidisse
fazer o BBB 84*
Levando só os pobres indesejados
para serem eliminados
em um planeta desolado.
*Não por mera coincidência, 100 anos após o livro 1984, de George Orwell
25 de janeiro de 2014
Ciência Vã (Parte I)
incongruência?
futilidade?
Pra quê serve a ciência
de verdade?
Pra descobrir o quanto somos tolos
poluindo com monóxido de carbono?
Pra descobrir o quanto somos ínfimos
num universo infinito?
Pra descobrir tantas energias
limpas, alternativas
e nossa frota toda é movida
a diesel e gasolina
O genoma sendo decifrado
tratamentos cada vez mais avançados
E 1/8 da população sofre
Da 1ª doença a ter cura: a fome
De que adianta descobertas
Se os homens não beneficiam-se delas?
Não, não sou contra a ciência
Pelo contrário,
quando aluno, era fascinado
por ver o profº fazer experiências
Ver algum aspecto da natureza
fazer sentido, ter lógica
Conseguir respostas
a (quase) tudo que aconteça
meu corpo é são
mas será minha mente sã?
por ter como 2ª religião
uma ciência vã?
futilidade?
Pra quê serve a ciência
de verdade?
Pra descobrir o quanto somos tolos
poluindo com monóxido de carbono?
Pra descobrir o quanto somos ínfimos
num universo infinito?
Pra descobrir tantas energias
limpas, alternativas
e nossa frota toda é movida
a diesel e gasolina
O genoma sendo decifrado
tratamentos cada vez mais avançados
E 1/8 da população sofre
Da 1ª doença a ter cura: a fome
De que adianta descobertas
Se os homens não beneficiam-se delas?
Não, não sou contra a ciência
Pelo contrário,
quando aluno, era fascinado
por ver o profº fazer experiências
Ver algum aspecto da natureza
fazer sentido, ter lógica
Conseguir respostas
a (quase) tudo que aconteça
meu corpo é são
mas será minha mente sã?
por ter como 2ª religião
uma ciência vã?
2 de novembro de 2013
Simplista (Parte II)
Os sábios sonham
os tolos devaneiam
Os ricos planejam o futuro
os pobres lamentam o passado
Arquitetos fazem projetos
crianças, curvas e traços retos
Os sãos avaliam possibilidades
os loucos admiram a insanidade
Mas... de uma forma simplista
não são todas estas formas de sonhar?
Ao menos não posso duvidar
que esta teoria ao meu ofício se aplica:
É o sonho, de forma simplista
A essência de toda poesia já escrita.
30 de outubro de 2013
Simplista (Parte I)
Pintores pintam
músicos compõem
atores imitam
dançarinos se opõem
escultores esculpem
filósofos e poetas,
que me desculpem
Mas estes apenas sonham....
Este poeta simplista
Não consegue achar uma rima
Para aqueles que sonham...
Sonham com a sociedade ideal
A rima perfeita
Sonham com o bem vencendo o mal
--
músicos compõem
atores imitam
dançarinos se opõem
escultores esculpem
filósofos e poetas,
que me desculpem
Mas estes apenas sonham....
Este poeta simplista
Não consegue achar uma rima
Para aqueles que sonham...
Sonham com a sociedade ideal
A rima perfeita
Sonham com o bem vencendo o mal
--
28 de setembro de 2013
Apocalipse Capítulo 1
Capítulo 1 (parte II)
Estava em
uma ilha
conhecida
por Patmos
por falar
o que Deus ensina
e o que
sobre Cristo havia testemunhado
Por
inspiração
estive no
dia do Senhor em uma visão
e atrás
de mim ouvi, intensa
uma voz
como uma trombeta
Que me
dizia:
“Não
perca nada de vista
escreva
no pergaminho, não tardes!
E envia
às 7 congregações de toda parte
em Éfeso,
Esmirna
Pérgamo,
Tiatira
Filadélfia,
Laodicéia e Sardes.”
E
virei-me rapidamente
pra ver
quem tinha falado
e
atentamente,
vi 7
castiçais dourados
e no meio
dos sete
um homem
cujas vestes
cobriam-lhe
todo corpo
e no
peito, uma faixa de ouro
Tinha os
cabelos brancos
como a lã
e o topo das montanhas nevando
e seus
olhos estavam flamejando
E cada um
de seus pés aparentava
ser cobre
puro saído da fornalha
e sua voz
ecoava pelos ares
como o
som dos mares.
E em sua
mão direita
estavam
presas 7 estrelas
e em sua
boca mostrava
as 2
lâminas de uma espada
e ao ver
sua face
era como
se brilhasse
como mais
energia
o sol do
meio-dia
E depois
de tê-lo visto
perdi os
sentidos
e em seus
pés caí de assombro
e pondo a
direita sobre meu ombro
Disse:
“Esqueça-te do susto
sou o
primeiro e último
(Na
terra) vivi e morri
mas tenho
sempre por perto
as chaves
da morte e dos cemitérios
por isso
escreve
todo
detalhe que você enxergue
e o que
agora acontece
é o que
virá em breve.
Quanto ao
enigma
das sete
estrelas
que há
pouco se via
na minha
mão direita
e dos
candelabros
todos os
sete dourados:
As
estrelas são anjos
e os
candelabros os templos
que estes
mesmos
estão
vigiando. ”
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