Alguma vez você já escreveu um poema pra alguém e.... depois achou melhor não entregar?
Às vêzes tomado pela emoção, um poeta escreve. Mas raramente um poema tem para um(a) leitor(a) o mesmo valor que tem para o autor.
Moonlight (Luz do luar)
Day... (Dia...)
and (e )
night (noite)
i remember of a girl so sweet (Lembro de uma garota tão doce)
ensemble of beauty, (trajada de beleza)
like the moonlight, she brings up (Como a lua, ela traz à tona)
inner feelings from my heart (profundos sentimentos do meu coração)
Don't you, moon, don't be with jealousy (Não fiques, lua, não fiques enciumada)
and please help me, (e por favor me ajuda)
now I need to find (agora preciso achar)
interpretation to my feelings (interpretação aos meus sentimentos)
easy, it's easy for the poets anyway, (fácil, fácil para os poetas, no entanto)
laborious for me (trabalhoso para mim)
i... should I dare to say it? (eu...deveria dizer isso?)
"I love you" ("Eu te amo")
little and hard word already made (Pequena e difícil frase já feita)
only an answer (Só uma resposta)
vanishes all I said. (apagará tudo o que eu disse)
evermore, I stray myself at night (mais e mais, eu me disperso na noite)
under the moonlight (sob a luz do luar)
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31 de julho de 2014
19 de junho de 2014
Vida e arte
Ando meio sumido do meu próprio blog. Impressão minha ou blog saiu de moda? A cada dia diminuem as visitas :-\.
Sobre o papel da arte na vida das pessoas.
Dia-a-dia
preocupações
na mente minha
levam embora emoções
Vida
pode ser simples ou incerta
tão repleta
ou vazia
depende
do que se prioriza
do que se entende
ser o objetivo da vida
As poucas horas
que a música ecoa
pelo meu quarto
pelos vales e planaltos
do meu imaginário
São mais vívidas
do que os dias
de trabalho
de estudo
de correr apressado
para alcançar o mundo
A vida
mais rápida a cada dia
mais rápida a cada fase
aos poucos traz cansaço
e faz
a arte,
o descanso necessário
Ah vida
alguns anos
e nada mais fica
é por isso que cantamos
que tocamos, escrevemos
e algo fazemos
É porque faz parte
a arte
para fazer a vida
de um desconhecido
estar num futuro longínquo
Pela vida
buscamos ter sobrevida
pela arte,
eternidade
e o simples e o nobre recorrem
ao truque da humanidade:
os artistas morrem
mas não sua arte
Sempre que alguém vê um quadro,
ouve música, lê um livro
é como se tivesse reavivado
o artista outrora esquecido.
Sobre o papel da arte na vida das pessoas.
Dia-a-dia
preocupações
na mente minha
levam embora emoções
Vida
pode ser simples ou incerta
tão repleta
ou vazia
depende
do que se prioriza
do que se entende
ser o objetivo da vida
As poucas horas
que a música ecoa
pelo meu quarto
pelos vales e planaltos
do meu imaginário
São mais vívidas
do que os dias
de trabalho
de estudo
de correr apressado
para alcançar o mundo
A vida
mais rápida a cada dia
mais rápida a cada fase
aos poucos traz cansaço
e faz
a arte,
o descanso necessário
Ah vida
alguns anos
e nada mais fica
é por isso que cantamos
que tocamos, escrevemos
e algo fazemos
É porque faz parte
a arte
para fazer a vida
de um desconhecido
estar num futuro longínquo
Pela vida
buscamos ter sobrevida
pela arte,
eternidade
e o simples e o nobre recorrem
ao truque da humanidade:
os artistas morrem
mas não sua arte
Sempre que alguém vê um quadro,
ouve música, lê um livro
é como se tivesse reavivado
o artista outrora esquecido.
12 de maio de 2014
Desenho (Parte II)
Continuação do poema anterior.
Quase sempre,
Mais possibilidades
vem com mais responsabilidades
Ainda que não pareça
Fazer linhas, curvas e retas
é resolver um quebra-cabeça
de milhares de peças
Mas não (muito) importam as opções
no desenho, todas as combinações
estão certas
Um desenho, é como um livro
onde tudo faz sentido
ainda que seja escrita
a mais abstrata das poesias
Quase sempre,
Mais possibilidades
vem com mais responsabilidades
Ainda que não pareça
Fazer linhas, curvas e retas
é resolver um quebra-cabeça
de milhares de peças
Mas não (muito) importam as opções
no desenho, todas as combinações
estão certas
Um desenho, é como um livro
onde tudo faz sentido
ainda que seja escrita
a mais abstrata das poesias
30 de abril de 2014
Desenho (Parte I)
Tenho gasto boa parte do meu tempo ultimamente fazendo desenhos. Tanto que resolvi voltar pras poesias, mas o problema é que não consigo pensar em outra coisa que não seja... desenho.
No início tive tanta dificuldade pra fazer meus desenhos, mas de repente comecei a me acostumar com esta forma de expressão, tanto que ao olhar pra uma folha em branco eu conseguia imaginar traços....e não mais palavras.
Espero que seja só uma fase. Não gostaria de ter de abandonar este blog.
Parte I
Certa vez eu quis
ver o mundo representado
em aquarela, grafite e giz
Me livrar do tão limitado
mundo literário
com seus 26 símbolos gráficos
vírgulas e travessões
exclamações e interrogações
acentos, pontos finais
e nada mais
Vi no desenho um caminho
quase infinito
de variações de tons e traços
mesmo nos monocromáticos
No início tive tanta dificuldade pra fazer meus desenhos, mas de repente comecei a me acostumar com esta forma de expressão, tanto que ao olhar pra uma folha em branco eu conseguia imaginar traços....e não mais palavras.
Espero que seja só uma fase. Não gostaria de ter de abandonar este blog.
Parte I
Certa vez eu quis
ver o mundo representado
em aquarela, grafite e giz
Me livrar do tão limitado
mundo literário
com seus 26 símbolos gráficos
vírgulas e travessões
exclamações e interrogações
acentos, pontos finais
e nada mais
Vi no desenho um caminho
quase infinito
de variações de tons e traços
mesmo nos monocromáticos
1 de março de 2014
Reflexos
No espelho
eu vejo
reflexos
Simples traços
sob a luz desenhados
sem nexos
Em mim mesmo
eu vejo
dedicação aos versos
como um missionário.
Admiro as estrelas do universo
como um lobo solitário
No céu, tão complexo
eu vejo
como meros reflexos
os pensamentos que tenho
Tão significantes
quanto a pedra atirada ao lago
tão gratificante
quanto um raio de sol num dia nublado
tão fascinante
quanto ver o mesmo
reflexo de antes no espelho
eu vejo
reflexos
Simples traços
sob a luz desenhados
sem nexos
Em mim mesmo
eu vejo
dedicação aos versos
como um missionário.
Admiro as estrelas do universo
como um lobo solitário
No céu, tão complexo
eu vejo
como meros reflexos
os pensamentos que tenho
Tão significantes
quanto a pedra atirada ao lago
tão gratificante
quanto um raio de sol num dia nublado
tão fascinante
quanto ver o mesmo
reflexo de antes no espelho
4 de fevereiro de 2014
Ciência Vã (Parte II)
Vejo sondas irem a Marte
e vejo-me dividido
entre o fascínio pela novidade
e as consquências disso
Será apenas uma pesquisa de solo?
ou planeja o homem vistitá-lo logo?
gastar inimagináveis cifras
pra construir em Marte
o que na Terra existe em toda parte
e é impetuosamente destruída:
A vida
Nos mais secos desertos
ou nas mais frias geleiras,
existem seres vivos dispersos
na Terra inteira.
Se vivendo no mesmo planeta,
nossas diferenças são várias
de política, religião e de crença,
em Marte serão planetárias
E à inventividade humana
e à ganância, não há limites
o mesmo vale porém,
às consequências também
Marte seria para o turismo
e moradia de uma nova elite.
Ou ainda pior que isso:
Talvez a TV Globo decidisse
fazer o BBB 84*
Levando só os pobres indesejados
para serem eliminados
em um planeta desolado.
*Não por mera coincidência, 100 anos após o livro 1984, de George Orwell
e vejo-me dividido
entre o fascínio pela novidade
e as consquências disso
Será apenas uma pesquisa de solo?
ou planeja o homem vistitá-lo logo?
gastar inimagináveis cifras
pra construir em Marte
o que na Terra existe em toda parte
e é impetuosamente destruída:
A vida
Nos mais secos desertos
ou nas mais frias geleiras,
existem seres vivos dispersos
na Terra inteira.
Se vivendo no mesmo planeta,
nossas diferenças são várias
de política, religião e de crença,
em Marte serão planetárias
E à inventividade humana
e à ganância, não há limites
o mesmo vale porém,
às consequências também
Marte seria para o turismo
e moradia de uma nova elite.
Ou ainda pior que isso:
Talvez a TV Globo decidisse
fazer o BBB 84*
Levando só os pobres indesejados
para serem eliminados
em um planeta desolado.
*Não por mera coincidência, 100 anos após o livro 1984, de George Orwell
25 de janeiro de 2014
Ciência Vã (Parte I)
incongruência?
futilidade?
Pra quê serve a ciência
de verdade?
Pra descobrir o quanto somos tolos
poluindo com monóxido de carbono?
Pra descobrir o quanto somos ínfimos
num universo infinito?
Pra descobrir tantas energias
limpas, alternativas
e nossa frota toda é movida
a diesel e gasolina
O genoma sendo decifrado
tratamentos cada vez mais avançados
E 1/8 da população sofre
Da 1ª doença a ter cura: a fome
De que adianta descobertas
Se os homens não beneficiam-se delas?
Não, não sou contra a ciência
Pelo contrário,
quando aluno, era fascinado
por ver o profº fazer experiências
Ver algum aspecto da natureza
fazer sentido, ter lógica
Conseguir respostas
a (quase) tudo que aconteça
meu corpo é são
mas será minha mente sã?
por ter como 2ª religião
uma ciência vã?
futilidade?
Pra quê serve a ciência
de verdade?
Pra descobrir o quanto somos tolos
poluindo com monóxido de carbono?
Pra descobrir o quanto somos ínfimos
num universo infinito?
Pra descobrir tantas energias
limpas, alternativas
e nossa frota toda é movida
a diesel e gasolina
O genoma sendo decifrado
tratamentos cada vez mais avançados
E 1/8 da população sofre
Da 1ª doença a ter cura: a fome
De que adianta descobertas
Se os homens não beneficiam-se delas?
Não, não sou contra a ciência
Pelo contrário,
quando aluno, era fascinado
por ver o profº fazer experiências
Ver algum aspecto da natureza
fazer sentido, ter lógica
Conseguir respostas
a (quase) tudo que aconteça
meu corpo é são
mas será minha mente sã?
por ter como 2ª religião
uma ciência vã?
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