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18 de março de 2013

Dízimo

Dízimo

"Já pagou seu dízimo?"
Dizem em tom pior que de agiotas
Se de Deus somos todos filhos
Deixe que Ele cobre em minha porta

Há padres e pastores
andando com biblias desfolhadas
Por isso são leitores
sempre das mesmas páginas!

Na idade média
Muitos mataram em nome de Deus
Hoje a situação não é tão séria
apenas roubam em nome de Deus

Pegam alguns trechos
do livro sagrado
E fora de contexto
Interpretam ao seu agrado

Jesus fez mais
que qualquer padre ou pastor
Mas jamais
Cobrou dinheiro em nome do Senhor

Milagres gratuitos
Sermões ao ar livre
Apenas com o intuito
Que cada olho cego visse

Sabemos bem
o quê ou quem
é o deus de uma religião
Pelo tempo que lhe fazem menção

Jesus não falava de dinheiro
Falava de arrependimento
Jesus não aumentava investimentos, ações
Mudava corações
Jesus não falava de dinheiro
Como forma de agradecimento
Mas falava sobre Deus e orações.

2 de março de 2013

Telepatia

Conselho: não ouça músicas românticas.

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Eu não sou desses
Que crê em coisas transcendentes
ou paranormalidades

Mas gostaria que de alguma parte
você pudesse ouvir o que ouço:
Belas músicas suaves
que me enternecem pouco a pouco...

Gostaria de pensar na possibilidade
de você ver o que vejo em meu pensamento
Paisagens belas, cheias de intensidade
Seu cabelo solto ao vento...

Amadureci....talvez até demais
Mas não te esqueci, minha 'amiga'
E a lembrança de ti, é o que me faz
Crer que(m sabe) neste dia
nesse instante em que medito
Você sentirá o que sinto
Até mesmo por telepatia.


12/02/2013

9 de fevereiro de 2013

Poesia Vã (parte II)

Os filósofos estão...
Os heróis não são exceção
estão com os poetas mortos
vem ver a cova que te mostro

Nossa sociedade
prestes a se destruir
e em falsa pacificidade
tenho de admitir

Que a única coisa em que tenho
"algum" talento
Não mudará nada no mundo

Nem um único minuto
Não terá seguidores ou fãs
por ser, mera poesia vã

2 de fevereiro de 2013

Poesia Vã (parte I)

Em concentração profunda
Me surge uma dúvida:
Qual a função correta
De um poeta?

Seria encontrar palavras certas
pra descrever coisas belas?
Em uma humanidade nem bela nem sã
qual a serventia, ó poesia vã?!

Olho o mundo
e sinto um pesar profundo
a violência me revolta

a injustiça me indigna
a impunidade, irrestrita
e digo:"A humanidade está morta!"

5 de janeiro de 2013

Soneto Amor (Parte III)

Primeiro poema de 2013.(o mundo não acabou e a mídia está sem assunto)
 Continuação do poema de 2012 :-) 
Bom, não tem nada a ver com poesia, mas ultimamente andei sumido e acho que vou ficar por um bom tempo.Por dois bons motivos:
1-) Achei um site (cursos.cdtc.org.br)  que tem cursos online gratuitos. Cursos em várias áreas, embora a maioria seja voltada para informática, principalmente software livre. Perfeito.
2-) Me cadastrei em um site (docspt.com) que é um fórum dedicado a documentários. Mais especificamente a legendagem de documentários. Me cadastrei e espero que meu inglês de escola pública (embora eu tenha também estudado por conta própria) passe por esse desafio.
Boa leitura!
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Amor...Aquela ilusão
criada por livros e cinema
Alimentada pela imaginação?

Agora não há mais problema:
Ja deixei a emoção
Sobrepor-se à razão

Já o levei a sério
o Considerei etéreo
Já me dediquei a paixão
Como o monge à oração

Mas hoje, não vejo mistério
Amor é como miragem no deserto
O que um dia é mútuo e sincero
No outro é um sonho do qual desperto

28 de julho de 2012

Augusto dos Anjos

Quando era adolescente, li Augusto dos Anjos, um poeta paraibano que viveu do final do século 19 ao início do século 20. Foi um poeta precursor do modernismo. Em sua época, a poesia falava somente de coisas belas, mas Augusto fazia poesias justamente protestando ou lamentando as coisas ruins. E ele fazia isso com estilo, utilizando a linguagem do classicismo. Me influenciou bastante nos meus primeiros poemas.
Nada mais justo do que fazer um poema sobr e o assunto.

Augusto

Leio poemas em um livro
E penso comigo:
"Quem os terá escrito?
Será um eu mais antigo?"

O mais intrigante
é que mesmo distante
por mais de um século
Pensamos de forma semelhante

Tenho o mesmo olhar cético
E o mesmo inconformismo
com o mundo
Igual ao do meu amigo
Augusto

É pena que diferente dele
Não seja tão eloquente
E não verse perfeitas rimas
De fazer invejas aos classicistas

Para dar mais ênfase ao que protesto:
Política, injustiça, a tristeza e todo o resto!
E quem sabe um dia
nós versemos juntos
Eu e meu amigo Augusto
Alegrias em vez de elegias!

1 de julho de 2012

Novos Robôs...

Uma vez vi um pedaço de uma novela (Morde & Assopra - 2011) que uma das personagens tentava criar um robô com ações e emoções de um ser humano....parece uma releitura do famoso livro de Mary Shelley em que Victor Frankenstein, um estudante de ciências naturais constrói um monstro em seu laboratório... E como semana passada foi comemorado o centenário de nascimento de Alan Turing*, nada mais apropriado do que escrever sobre monstros/robôs ou autômatos :-)
*britânico que ficou famoso por decifrar mensagens codificadas na época da guerra (2ª guerra, se não me engano), e que fez muitas teorias sobre autômatos (como chamavam antigamente os robôs).

O criador de Frankenstein:
por favor, Srº Vitor, vem
Ensine-nos o segredo
de seu admirável feito

Os tempos são outros
Novos materiais e peças
Em vez de um monstro
faremos uma perfeita réplica

De quê?
Não há segredos a você
Um ser humano perfeito
até com sentimentos

Ah sim, já temos robôs
Mas não são a mesma coisa
Faltou talvez por
uma nova função autômata

Já copiamos a fala, a audição
tato e até a visão
Na memória de bilhões de dados
e nos cálculos mais complicados...

...Há de se admitir: fomos superados.
até meu passatempo de escrever versos
poderá um dia ser automatizado
Com rimas e estrofes e estilo métrico

Ah, sim já temos os robôs
Mas ainda assim
Será que igual a mim
Ele saberá o significado do que compôs?

E quando receber elogios
sentirá prazer nisso?
E quando receber críticas
Defenderá seu ponto de vista?

E mesmo que consigamos tal feito
o de fazer um robô perfeito
apenas  tornará mais claros nossos defeitos 
E à escala zero voltaremos

Pois este ser fará
os mesmos questionamentos
que fizemos sem parar
desde o início dos tempos:

Qual a origem do universo?
O objetivo da nossa vida?
O que é errado ou certo?
Conseguiremos paz e justiça?

Enfim, ainda que fizéssemos um robo perfeito
Ele ainda teria seus defeitos
Que na verdade
Seriam meros reflexos
De nossa humanidade.


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Tá, talvez eu tenha exagerado: quase 50 linhas. Mas o assunto é complexo.